Como uma escola de bairro em São Paulo forma bailarinos para companhias internacionais?
A resposta está numa combinação pouco comum: direção artística de alto nível técnico e uma estrutura de formação contínua, sem interrupções, ao longo de muitos anos. Fundada em 2004 por Adriana Assaf — professora registrada pela Royal Academy of Dance de Londres, com formação também na Escola do Teatro Municipal de São Paulo, no Centro Pro Danza (Cuba) e em metodologia na Ópera de Paris —, a Escola de Ballet Adriana Assaf constrói essa base técnica desde os primeiros anos de aula.
Não é um curso isolado de férias, nem uma aula avulsa por semana. É um método de progressão, com objetivos técnicos específicos a cada ano — o que, ao longo de mais de duas décadas, formou uma quantidade relevante de bailarinos com nível para disputar vagas em companhias fora do Brasil.
O que torna a formação técnica da Escola Adriana Assaf diferente?
O Curso Básico organiza a aprendizagem em dez níveis, do Baby Class ao 8º ano. Cada fase tem metas técnicas objetivas: domínio de posições dos pés, fortalecimento da musculatura de meia-ponta, técnica de giro, técnica de ponta e, nos anos finais, variações de repertório e pas de deux.
Quem avança até o Curso Técnico em Dança entra num programa de 3 anos, com 1.200 horas de aula, disciplinas como Técnica Clássica, Contemporâneo, Repertório, Anatomia, História da Dança e Metodologia de Ensino — reconhecido pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e pelo MEC, com direito a DRT gratuito ao final.
Quais companhias internacionais já receberam bailarinos formados aqui?
Bailarinos com passagem pela Escola de Ballet Adriana Assaf atuam hoje em companhias como:
- Royal Ballet
- Joffrey Ballet
- Hamburg Ballett
- Arts Ballet Theatre of Florida
- Gelsey Kirkland Ballet
- The Harid Conservatory
Esse tipo de trajetória não acontece por acaso: é reflexo direto de uma formação técnica sólida desde a infância, aliada à experiência de palco que os alunos já vivem dentro de casa, participando de montagens da Cia Paulista de Dança Adriana Assaf — o corpo artístico profissional gerido pela mesma associação, a APDAA.
Como funciona o caminho do Curso Básico ao Curso Técnico?
A progressão é gradual e contínua. Nos anos finais do Curso Básico (6º ao 8º ano), os alunos já participam de montagens de repertório completo ao lado da Cia Paulista de Dança — uma vivência de palco real, não simulada. Isso cria uma ponte natural para o Curso Técnico, que aprofunda a formação com disciplinas teóricas e técnicas voltadas à profissionalização.
Quem conclui o Curso Técnico pode ainda fazer estágio opcional, sem custo adicional, diretamente na Cia — fechando um ciclo de formação que vai da primeira aula de ballet até a experiência profissional de palco.
Vale a pena começar tarde?
Cada fase do Curso Básico foi desenhada para corresponder a um estágio de desenvolvimento físico e técnico — por isso, quanto antes a criança inicia, mais natural é a progressão pelos dez níveis. Ainda assim, a avaliação de nível e o caminho ideal para cada aluno são sempre definidos individualmente pela equipe pedagógica da escola.
Quais companhias internacionais já receberam bailarinos formados na Escola Adriana Assaf?
Bailarinos formados na Escola de Ballet Adriana Assaf atuam hoje em companhias como Royal Ballet, Joffrey Ballet, Hamburg Ballett, Arts Ballet Theatre of Florida, Gelsey Kirkland Ballet e The Harid Conservatory.
É preciso fazer o Curso Técnico para seguir carreira profissional?
O Curso Técnico em Dança, de 3 anos e reconhecido pelo MEC, é o caminho formal de profissionalização, mas a base construída no Curso Básico (do Baby Class ao 8º ano) é o que sustenta tecnicamente essa etapa seguinte.
A Escola tem ligação direta com alguma companhia profissional?
Sim. Alunos do Curso Técnico podem fazer estágio opcional e sem custo adicional na Cia Paulista de Dança Adriana Assaf, corpo artístico profissional gerido pela mesma associação, a APDAA.